Cartas Chilenas – Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga nasceu no ano de 1744 na cidade de Porto em Portugal. Logo
após o primeiro ano de vida, ficou órfão de mãe e, em 1751, muda-se para o Brasil, fixando-
se no Estado de Pernambuco. Aos 24 anos volta a Portugal para cursar direito em Coimbra e
fica conhecido por fazer uma tese dedicada ao Marquês de Pombal (embaixador em Londres
e, cinco anos mais tarde, embaixador de Viena) com características iluministas.
Em 1782 retornou ao Brasil e tornou-se juiz em Vila Rica – hoje conhecida como Ouro
Preto –, em Minas Gerais, e conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas, de apenas 16 anos,
por quem se apaixonou. Maria Doroteia foi a musa inspiradora de Gonzaga em seus poemas
líricos, sob o pseudônimo de pastora Marília. Esses poemas tornaram-se a obra-prima do
autor, conhecida como Marília de Dirceu, que ganhou muitas boas críticas de autores
renomados.
Tomás pede Maria em casamento, mesmo essa união não sendo aprovada pela família da
noiva, que não a desejava pelas más condições financeiras do autor. O casamento foi
marcado, mas, antes que ocorresse, Gonzaga foi preso por seu papel na Inconfidência Mineira,
acusado de conspiração. Separado de sua amada, cumpriu sua pena no Rio de Janeiro, na Ilha
das Cobras, por três anos. Acredita-se que durante esse período o autor tenha escrito os
poemas que o tornaram conhecido.
Foi exilado em 1792 para Moçambique a fim de cumprir uma pena de dez anos. Começa a
trabalhar como advogado no País e hospeda-se na casa de um comerciante de escravos, vindo,
no ano seguinte, a se casar com a filha dele, Juliana de Sousa Mascarenhas, com quem teve
dois filhos. Desde então, tornou-se um advogado rico e de prestígio, até que ficou enfermo de
uma grave doença e morreu aos 66 anos. A data de sua morte não é certa, mas acredita-se ter
ocorrido em 1809 ou 1810.