Por que nós Dormimos – Matthew Walker

Você acha que dormiu o suficiente nessa semana que passou? Consegue se
lembrar da última vez que acordou sem despertador sentindo-se revigorado,
não tendo que recorrer à cafeína? Se a resposta a qualquer dessas perguntas
for negativa, você não está sozinho. Dois terços dos adultos em todos os países
desenvolvidos não seguem a recomendação de ter oito horas de sono por
noite.

Duvido de que esse dado tenha surpreendido você, mas talvez as suas
consequências o espantem. O hábito de dormir menos de seis ou sete horas
por noite abala o sistema imunológico, mais do que duplicando o risco de
câncer. Sono insuficiente é um fator de estilo de vida decisivo para determinar
se um indivíduo desenvolverá doença de Alzheimer. Sono inadequado — até as
reduções moderadas por apenas uma semana — altera os níveis de açúcar no
sangue de forma tão significativa que pode fazer com que a pessoa seja
classificada como pré-diabética. Ele também aumenta a probabilidade de as
artérias coronárias ficarem bloqueadas e quebradiças, abrindo assim o
caminho para doenças cardiovasculares, derrame cerebral e insuficiência
cardíaca congestiva. Confirmando a sabedoria profética de Charlotte Brontë
de que “uma mente agitada faz um travesseiro inquieto”, a perturbação do
sono também contribui para todas as principais enfermidades psiquiátricas,
incluindo depressão, ansiedade e tendência ao suicídio.